Nos últimos quatro anos tenho sofrido de problemas gástricos. Tudo começou com a miga bactéria no estômago que acabou comigo e que não me largou durante dois anos. Depois disso, deixou-me ficar com uma gastrite crónica que terei de aprender a lidar provalvemente para o resto da minha vida. Sou uma apreciadora de comida e sabores e é mesmo doloroso ter de me privar de muito bom petisco de que gosto por demais. No último ano e tal adoptei uma alimentação totalmente sem gorduras, refugados, refrigerantes e fast-food. Ando basicamente a grelhados, cozidos, saladas, água e fruta. No entanto, nem assim me sinto completamente bem. Esta semana deu-se-me uma luz e decidi parar de beber leite, comer iogurtes e derivados para ver se me sinto melhor. Acabei de beber um copo de leite sem lactose e estou ansiosamente à espera que chegue a manhã para ver como me sinto e se há alguns indícios de indisposição. Começo a ficar um tanto ou quanto cansada desta sensação de enfartamento constante. É só isto que me vem à mente...Doutor, preciso de ajuda!
ontem durante o tempo que tirei para ler a Bíblia e orar, pedi a Deus que me desse sonhos e visões relativamente a um assunto. pedi isto convicta de que o Espírito Santo tem poder para fazer isso acontecer nas nossas vidas. durante o último ano tenho estado rodeado de muito cepticismo relativamente à acção do Espírito Santo e de certa forma acho que perdi a ousadia de pedir que o Espírito se expresse na minha vida e a verdade é que hoje de manhã acordei atarantada com um sonho exactamente sobre o assunto sobre o qual tinha orado na noite anterior. se não é o Espírito Santo, então não sei muito bem o que foi....
hoje já só faltam uns quantos pares de dias para voltar a abraçar os meus queridos amigos, apanhar um pouco de sol, maravilhar-me com a luz da minha cidade, saciar o paladar, dar uns mergulhos, ir a uns concertos, dançar e ter serões longos na palheta e fazer-me à estrada para regressar à minha Invicta. vamos lá ser honestos...já estou a começar a ficar um bocadinho ansiosa!
Em toda a minha vida nunca vivi numa grande cidade, na baixa. Sempre vivi nas periferias por ser mais barato e por sermos chamados a estar nas áreas suburbanas. Só quando entrei para a faculdade é que passei verdadeiramente a usufruir da minha cidade. Até então ir a Lisboa resumia-se a tratar de assuntos, ou já no fim do décimo segundo ano quando ia passear com as minhas amigas ao Chiado. Foi aí que verdadeiramente lhe comecei a tomar o gosto. Depois com a faculdade, os amigos em Lisboa e o GBU era mais o tempo que passava em Lisboa do que em casa, nos súburbios. Nos primeiros anos da nossa vida vivemos no campo, no Alentejo. Tenho poucas recordações, mas se há coisa que até hoje permanece comigo é o amor à placidez do campo, o andar descalço e o pouco arrelio que os relógios e o passar do tempo provocam nas pessoas. Voltei a apaixonar-me no Alentejo há uns três anos quando estive a trabalhar num acampamento perto de Évora. Aquela placidez, aquelas tardes e serões longas, aquele sol quente sem abanar uma folha...que consolo! Tudo aquilo que os citadinos deveriam experimentar várias vezes ao ano para acalmarem o seu ritmo. Agora que mudei de país, ainda há ritmos que o meu organismo rejeita em certa parte. Nos últimos dois anos vivi uma vida demasiado agitada. O meu corpo sempre exausto. É disso que me lembro. Mas aqui é diferente. Da janela de casa, quando me sento no sofá, vejo a cidade. Está aqui a dois metros de mim e ao mesmo tempo tão longe. Aqui é tudo calmo. Tudo sossegado. A mesma placidez do meu Alentejo. Um sossego inigualável mesmo estando a três passos da agitação da cidade. Há dias que tenho saudades de estar na cidade todos os dias. Do metro, das pessoas, da agitação. Outros em que o silêncio, o cantar dos passarinhos e o andar de pé descalço todo o dia são verdadeiros motivos de acção de graças. Que privilégio que é viver tão perto da cidade e mesmo assim usufruir da beleza do campo. Só há uma coisa da qual ainda sinto muitas saudades: dos serões longos. Seja verão, seja inverno, aqui as pessoas dormem cedo. Às dez da noite está tudo na cama. E disso tenho saudades em Lisboa. Das noites longas, longas. Dos passeios a pé na baixa, dos gelados e das esplanadas no verão. Dos concertos, da vida, do movimento nocturno mesmo no inverno. Mesmo amando muito a vida de campo e os seus privilégios há ainda parte de mim que gostaria de trazer esse bocadinho de Lisboa. Quer no campo, quer na cidade, falta essa descontração portuguesa com os horários, "o deixa-te ficar que ainda é cedo". Acho que os meus amigos caucasianos têm de aprender um bocadinho com esta descontração sul europeia.
Uma das coisas mais impactantes e desafiantes que tenho ouvido nos últimos tempos, ainda sobre fazer discípulos, está relacionado com os diferentes espaços em que nos encontramos nos nossos relacionamentos. O orador que falou sobre o assunto distinguiu quatro espaços diferentes: o público, o social, o pessoal e o íntimo. Não desvalorizando nem em um momento o valor inestimável da Igreja de Cristo, apercebi-me que muitas vezes perdi oportunidades de estabelecer relacionamentos fortes que talvez levassem um amigo ou colega a conhecer a Cristo pela minha necessidade urgente de os levar à Igreja, porque só quando eles ouvissem um estudo bíblico é que podiam perceber a mensagem da salvação. Fazer discípulos requer intencionalidade, tempo e disponibilidade para nos relacionarmos com outros. É preciso respeitar os espaços em que nos encontramos com cada pessoa e orar para que o Espírito Santo comece a trabalhar nas suas vidas. Uma pessoa tanto pode conhecer a Cristo no espaço público, como no íntimo, tal como pode caminhar connosco do espaço público até ao íntimo e aí sim reconhecer Cristo como Salvador. Não há necessidade de forçar a passagem de cada pessoa com quem nos estamos a relacionar para esses diferentes lugares. Não podemos esperar que em três dias nos estejam a contar os seus segredos ocultos. O Espírito Santo trabalha de formas misteriosas em cada um destes locais. Uns dias depois de ter ouvido isto estava a ler a história de Zaqueu e foi como se as peças do puzzle se juntassem. Zaqueu conhece Jesus num lugar público. Havia multidões à sua volta! Mas Jesus é intencional, olha para a pessoa e mostra a sua disponibilidade para passar tempo com Zaqueu. Porque Jesus foi intencional neste relacionamento, a história revela que Zaqueu se sentiu confortável em levar Jesus a sua casa, ao seu lugar íntimo e é nesse lugar que Zaqueu o reconhece como Salvador. Há aqui etapas, há espaços distintos e há salvação; cada coisa a seu tempo. Numa sociedade cada vez mais globalizada, materialista e individualista, o ser intentional, a dispoibilidade para ouvir e a oração de um justo podem muito em seus efeitos. Pensem em três nomes. Comecem a orar intencionalmente por essas pessoas. Comecem a ser intencionais no relacionamento e encontrem o espaço em que partilham vida, segredos e salvação. Às vezes nunca se passará de um certo espaço e não veremos salvação, mas sejam persistentes. A seara é grande e os trabalhadores são poucos! Que o Senhor nos ajude!
Na semana passada estive numa conferência para jovens que, entre outras coisas, teve como foco o fazer discípulos. Não posso deixar de admitir que "disciple-making" sempre foi uma das minhas grandes preocupações e frustrações. É uma área que em muito facilmente vacilo e em que sempre considerei que "não era a minha praia". O que posso dizer é que depois desta conferência a minha perspectiva sobre o assunto e a minha relação com ele mudou completamente. A desconstrução de ideias evangeliquélicas que tinha na mente e no meu coração foram absolutamente abalroadas. Primeiro que tudo, o nosso relacionamento com Cristo e a nossa relação com os outros não está separada. Deus amou-nos incondicionalmente. Como é que podemos exercer o amor condicionalmente? Quando recebemos, damos. É algo que deveria ser natural; mas como tem sido fácil para mim criar barreiras intelectuais e emocionais para não dar aquilo que tão liberalmente tenho recebido do Pai. Quando lemos sobre o grande mandamento, vemos a importância de amar a Deus em primeiro lugar mas havendo logo em seguida uma extensão desse amor: ao nosso próximo. Quando recebemos, damos. E isso deveria ser natural.
Amanhã tratarei de ir ao correio enviar cartas, fitas académicas, postais e coisas que tais, para os meus queridos amigos que no dia vinte e cinco de maio vestirão os seus trajes e celebrarão a conclusão do seu percurso académico (ou pelo menos da sua licenciatura). É com grande alegria que mesmo à distância celebro estes dias. Conheço as noites sem dormir e as dores de sessões de estudo prolongadas mas, de igual forma, a infinita graça do nosso Deus que ao longo do meu percurso académico e dos meus queridos amigos nos tem envolvido. Só mesmo pela graça é que se tiram cursos superiores. A todos os meus queridos licenciados, os meus parabéns!
há medida que o tempo passa, não porque sejamos muito fortes ou insensíveis, a dor da distância e das saudades ameniza. é como se se entranhasse nos ossos e não a sentíssemos a latejar tão veemente. mas depois há dias em que sai tudo cá para fora, com toda a energia que esteve acumulada durante dias a fio, quando partes de nós que amamos estão a sofrer e não podemos fazer muito mais do que orar, ouvir e apoiar, na medida que a distância nos permite. não sei se o coração bate mais depressa com a distância, mas que mais depressa se aperta, isso posso garantir. e o aperto continua, mesmo que arrumado num canto e tapado com o tempo. no entanto, acaba sempre por voltar até que a dor do outro lado acabe, ou um abraço trate do assunto. isto tudo para dizer, que a partir de terça-feira o countdown começa. can't hardly wait to see my fellas at home!!!!!
Não quero ser muito repetitiva no que concerne à meteorologia, mas de facto isto há situações que ultrapassam uma pessoa...Já estávamos nós todos muito preparados para arrumar os casacos até ao joelho, com as botas a um canto e a tentar saborear os doze graus muito mas muito envergonhados, quando de repente voltamos aos graus negativos, a tempestades de neve e chuva, e a casacos grandes, botas e até luvas. Ó vida...estamos a 15 de Abril não tarda! A única solução é mesmo colocar wallpapers no computador com praias, começar a transportar a roupa de verão para o armário e ligar mais o aquecimento para ter calor, pelo menos dentro de casa....tsc...países nórdicos!
Quando emigramos a nossa perspectiva muda relativamente ao mundo e a muitas das suas complexidades. Uma dessas mudanças é na definição da palavra primavera. Para mim, desde que nasci, primavera são vinte graus positivos, sol e pouca chuva. Um ventinho (coisa amena) mas que mesmo assim permite que larguemos as lãs. No entanto, desde que emigrei aprendi um novo significado para a palavra primavera (como o meu professor Humberto de Semiótica e as suas complexidades agoram fazem sentido). Primavera são, com muita sorte, cinco graus positivos que podes fazer de conta que são vinte. Simplesmente ter graus positivos significa que deixas de usar o casaco de inverno até aos pés e que passas para t-shirts e casacos de ganga ou cardigans. CINCO graus positivos é passares de botas e meias de lã para sabrinas de renda com buraquinhos que usas sem meias. É haver um sol desgraçado que só aquece quando estás do lado de dentro da janela e que te faz colocar os óculos de sol. Basicamente, a primavera faz-se dentro de casa à janela. Aí sim...são vinte graus, mas é porque o aquecimento está ligado. Andas descalça em casa e com uma t-shirt....mas ao fim de cinco minutos quase que morreste congelada e sacas da camisola de lã. Isto meus amigos, é a primavera no pólo norte. Espero que um dia me consiga lembrar do que são vinte graus positivos....acho que quando uns enfezadinhos quinze graus chegarem toda eu sou calções e havaianas. E não...não olhem para os camones no Algarve em pleno Inverno a banhar....um dia pode ser aqui a vossa amiga!
Com os melhores cumprimentos,
Um Pinguim.
Com os melhores cumprimentos,
Um Pinguim.
"The experience of marriage will unveil the beauty and depths of the gospel to you (...). Through marriage, "the mystery of the gospel is unveiled. Marriage is a major vehicle for the gospel's remaking of your heart from the inside out and your life from the ground up".
As delícias em The Meaning of Marriage do Tim Keller.
Não sei o que se passa comigo, mas a verdade é que o melhor sítio para se estar é a cama. Ando a cair pelos cantos de sono a toda a hora. Creio que isto é sinal que o semestre está no fim...mas também este inverno prolongado não ajuda em nada. A vinte de março continuamos com tempestades de neve e graus negativos. Isto não faz nada por nós. Mesmo que queira andar na rua, assim que estou lá dois segundos, só quero é entrar num sítio quente. Hoje eram oito e meia da noite e estava na cama. Ontem eram nove e meia e estava de luz apagada. Será da idade? Já ouvi dizer que nos vamos tornando mais caseiros quanto mais velhos vamos ficando. Acredito completamente nisso depois do que tenho experimentado no último ano. Não sei se por causa do frio, ou se por trabalhar e estudar ao mesmo tempo e o cansaço ser maior...mas a verdade é que troco facilmente uma saída para estar refastelada na cama a ler um livro ou a ver um filme. Acho que não consigo escrever mais nada hoje....os olhos estão mesmo a fechar....
Hoje durante o meu devocional estive a pensar sobre a beleza por causa do texto de Lucas 21:5: "Alguns dos seus discípulos estavam comentando como o templo era adornado com lindas pedras e dádivas dedicadas a Deus". Jesus alerta aqueles que estavam perto que nada daquilo importa e que ia ser destruído e que portanto, nada disto seria eterno. Depois disso a minha mente voou muito e já não consigo descrever todo o meu raciocínio mas basicamente estive a pensar na palavra beleza. Tal como Jesus não quer nada de adornos e pedras preciosas no templo, nós também não precisamos disso, já que somos o templo do Espírito Santo. Não precisamos de nos adornar. Só precisamos de nos adornar com a imagem e semelhança de Cristo e isso far-nos-á pessoas belas, que em maturidade e dia após dia se vão assemelhando a Cristo. Depois pensei em exemplos de mulheres de Deus à minha volta, e cheguei mesmo à conclusão que à medida que vamos crescendo, compreendo e vivendo lado a lado com Cristo, a beleza de Cristo é visível em nós, tanto a nível espiritual como físico. As mulheres casadas, as mulheres com filhos, as avós ficam sempre mais bonitas quando o tempo e a vida vão passando por elas, como se ao estarem a completar o plano belo de Deus nas suas vidas, Deus reflectisse até nos seus corpos o perfeito significado da palavra beleza. Vejo isso na minha mãe. Cada vez que olho para ela vejo claramente que ela fica mais bonita de dia para dia. E isso é até um fenómeno físico. Isto tudo para dizer que estou muito ansiosa e entusiasmada com o passar dos anos e com os diferentes papéis que o Senhor trará à minha vida. Independentemente de casar e ter filhos ou não, o meu maior desejo é que a beleza perfeita de Cristo seja reflectida em mim, sendo as palavras da minha boca doces, trazendo a paz por onde andar e sendo uma mulher virtuosa em todas as coisas. Um beijinho a todas as belas mulheres que por aqui passam. Que o Senhor nos ajude a todas a ser cada mais belas Nele.
Ontem ouvi a gravação que um jornalista do Público fez no Terreiro do Paço, enquanto se cantava Grândola, Vila Morena. Não posso negar que me percorreram vários arrepios pelo corpo e lágrimas no canto do olho. O meu povo está a sofrer, e mais do que politiquices, a minha tristeza é pelas famílias que estão sem recursos para ter comida na mesa. Ontem orámos especificamente por estas pessoas que estão a passar necessidades mas também pelas igrejas em Portugal. Que haja avivamento, que haja salvação! Há muita gente sem esperança. Que o corpo de Cristo se levante e seja um abrigo forte para aqueles que nesta hora mais precisam. Tristeza neste dia.
nos últimos dias tenho sentido muita vontade de escrever e orar pelo meu querido J. a verdade é que não somos amigos há muitos anos, mas desde que lhe apanhámos o jeito não queremos outra coisa. temo-nos como companheiros de oração e é uma das pessoas de quem sinto mais saudades deste que vim para este lado do Atlântico. não me demoro em declarar que esta é uma das minhas pessoas preferidas no mundo, pelo seu coração e pela forma como tem vivido em obediência a Cristo, mesmo que custe e muito. tem se tornado um exemplo de excelência nessa matéria. não sei se seria submissa em obediência ao ponto que ele foi em certas circunstâncias da vida. muito se deve apreciar um homem com coração meigo e doce; ainda mais quando os talentos e dons desse homem se perdem de vista e ele mesmo assim acha sempre que há melhor que ele.
Esta manhã quando lia que Jesus alimentou a multidão em Lucas 9, pensei na expressão "pão da vida". Fui ler em João 6 aquilo que Jesus disse e achei mesmo interessante que Jesus diz que "o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". Os discípulos, em seguida, pedem-lhe que ele lhes dê desse pão. Jesus responde que ele é o pão da vida e que quem vier a ele estará satisfeito. Que linda promessa esta. Jesus promete alimentar as nossas almas e mostra que ele é suficiente. Se permanecermos em Jesus, que é a fonte inesgotável de alimento para as nossas almas, os seus rios de águas vivas correrão em nós. Em Isaías 55:1, Deus convida-nos a ir até ele, todos os que estamos sedentos, para que a nossa alma viva. Jesus é alimento para as nossas almas. Jesus é suficiente para vivermos vida abundante. Só precisamos de desejar continuamente ir até ele, de onde provêm todo o alimento, para que a nossa alma viva. Isto sugere-me que há aqui uma caminhada diária. Somos convidados a chegarmo-nos a Jesus diariamente. Aquele que permanecer em Jesus, estará satisfeito. Ele é o pão da vida. Deus enviou o Seu filho ao mundo para mostrar que nele há vida. Deus dá vida em abundância. O milagre dos pães e dos peixes é uma história maravilhosa para perceber a graça de Deus. Quem vem a Jesus, quem se encontra com ele, nunca terá fome nem sede. Terá vida abundante.
nos últimos seis meses da minha vida tenho aprendido radicalmente e intensivamente sobre o Deus que me criou. perante a imensidão de recursos, de coisas a saber, de novas ideias, interpretações, visões e um cérebro a abrir-se, fico em muitos momentos abismada perante a grandeza da Palavra e da tarefa que tenho em mãos em face ao meu aperfeiçoamento enquanto filha de Deus, irmã, filha, mulher e enquanto me preparo para assumir outros papéis no futuro, assim Deus permitindo. perante o privilégio de receber tanta mas tanta formação e conhecimento, o maior desejo que inunca o meu seu é partilhar aquilo que tenho ouvido e recebido. hoje alguém me perguntava num desabafo sobre a justiça de Deus. porque é que eu sendo cristão não vejo coisas a acontecer na minha vida e tenho tantas pessoas à minha volta que levam a vida a seu belo prazer e tudo lhes corre bem. à primeira vista a resposta de escola dominical é fácil. Deus está atento e ele irá julgar. essa tarefa não nos cabe a nós. mas nas horas que se seguiram a esta conversa tenho estado inundada em pensamentos que me levam a confrontar-me a mim mesma com o meu pecado. se calhar não vemos coisas a acontecer na nossa vida como desejamos, porque estamos desalinhados com Cristo e nem temos consciência. ao estar a receber tanta informação que me tem nutrido espiritualmente, só posso assumir a minha pequenez e o tão vasto caminho que tenho ainda a trilhar para que o meu coração seja mais parecido com Cristo. e é neste momento que sentimos o peso da responsabilidade. muito tenho recebido, e o que fizer com essa informação ser-me-á requerido. este desafio ao discipulado não é pêra doce.
In Genesis 3:21, it seems that animals were killed or that some of them were found dead. As so, Adam and Eve clothed themselves with garments of skin from those animals. That means something. Maybe it means that Adam and Eve are now clothed with their mortality. This is a possible solution. Maybe the garments of skin reflect that the serpent was right when argued that they would not die even if they ate from the tree of life. E sim, isto está à espera de respostas.
Esta semana dormi mesmo mal. Acordei sempre de madrugada e fiquei umas quatro noites seguidas a olhar para as fotografias na parede. Sabem aquela sensação de estar a receber tanta tanta tanta informação tão boa que não sabem em que compartimento do cérebro a podem colocar? Sou eu. Tenho baba a escorrer por todo o meu ser com aulas de Teologia. Não sei como reagir e onde armazenar tanta informação. Os meus cadernos estão cheios e qualquer dia tenho uma tendinite de escrever tanto e tão rápido. E nos entretantos não durmo....quem é que consegue dormir quando é confrontado com a imensidão da Bíblia? E pior ainda, quem é que consegue dormir depois de levar tanta porrada? A minha vida continuou a mudar radicamente há duas semanas atrás.
Hoje celebrei uns teimosos vinte e um anos que acabaram por chegar. Este foi o primeiro aniversário depois de possivelmente uma das maiores mudanças da minha vida e longe do meu país do sol e do mar e dos amigos queridos que sempre me enchem estes dias. Mas foi um dia feliz, de muitas mensagens, de muitos telefonemas e skypes de longe. De poucos mas bons amigos que já começaram a ser daqueles com quem podemos contar nestas terras frias do norte. Curioso que muitos foram os parabéns na minha página do facebook de muitos e variados amigos e de tantos sítios diferentes, mas todos os meus amigos íntimos, sem aviso ou norma, tornaram o meu dia mais especial ao me enviarem mensagens privadas, telefonarem, ligarem no skype, fazerem vídeos para me mandarem e ou escreverem e-mails ou nos blogs. A intimidade de facto traz outras regalias. Não há nada melhor do que chorarmos e sorrirmos juntos. Todos os dias. Juntos. Mesmo que muito longe. E à minha querida família, incansável, quem eu amo mais do que tudo, palavras não chegam para expressar a gratidão. Obrigado!
Estamos enquanto família em 2013 a seguir um plano anual de leitura da Bíblia. Lemos cerca de quatro capítulos por dia juntos e no fim de cada um esmiuçamos coisas que não percebemos ou que temos curiosidade. Já lemos os primeiros nove capítulos de Gênesis e temos aprendido e sido enriquecidos por o conhecimento de uns e outros. Uma das mais interessantes até agora é o facto de a data em que Noé saiu da arca coincidir no nosso calendário com o dia 1 de Janeiro. Aqui o Senhor nos mostra que a sua graça se renova a cada ano. Que Ele nos sustenta e nos dá esperança de vermos coisas novas a acontecer. Que este ano de 2013 seja também assim para vocês. De esperança, vitórias e arco-íris.
Nas últimas duas semanas tenho estado a ler o Velho Testamento intensivamente como preparação para a cadeira de Velho Testamento que vou fazer este semestre. E a riqueza destas páginas é sempre tão deliciosa e tão cheia de tantas aprendizagens para a nossa vida quotidiana e familiar que é impossível ficar indiferente. Uma das coisas que me chamou particularmente a atenção hoje foi um trecho de Deuteronómio 11:18-20: "Fix these words of mine in your hearts and minds; tie them as symbols on your hands and bind them on your foreheads. Teach them to your children, talking about them when you sit at home and when you walk along the road, when you lie down and when you get up. Write them on the doorframes of your houses and on your gates, so that your days and the days of your children may be many in the land the Lord swore to give your ancestors, as many as the days that the heavens are above the earth". Coisas tão práticas e que nos remetem para a presença da Bíblia nas nossas casas e vida quotidiana. E que diferença faz.
Desde que cheguei ao meu novo país, às vezes acontecem coisas no meu cérebro que acho que fazem parte da providência divina para aliviar o peso das saudades. Por exemplo: estar a conduzir e ter flashs que me relocalizam no espaço...sinto que estou na A5...não sei explicar! Feels like home! É mesmo uma sensação de voltar a casa. Lembro-me das cores dos prédios, das cores das ruas e dos pensamentos que tenho quando passava esses locais. Quando o Senhor me criou nos meus mais pequenos detalhes, Ele sabia que eu precisava de uma boa memória visual que me levasse aos risos, aos sítios, às palavras e aos abraços, sempre que estivesse longe. Sempre fui muito agradecida por esta minha memória de elefante que me levava aos lugares à primeira...mas agora...é todo um outro nível.
Human beings have free will. God created us with capacity to reason and reason well. God does not want our intellectual suicide. Why would God creat unreasonable machines that would be commanded by Him and his power? God created human beings so that we could join Him in the restoration of the world. As so, it makes sense that we are reasonable beings with free will so that we can choose turning toward our Creator and be part of his plan. When we find ourselves in a place far away from God, we are surely guided by our passions, desires and own plans. The thing is that our life was planed in a way that becomes more exciting not knowing what comes next. Relying our lives in God, not knowing what is about to come, becomes a new, reliable and passionate purpose, much more fruithful than confessing ourselves as free beings. Without God our freedom means slavery.
No capítulo 9 de Mateus vemos Jesus a curar os doentes, vemos o seu coração compassivo e uma ordem: Jesus olha para as multidões aflitas e exaustas e diz aos discípulos que devem orar para que o Senhor da seara levante obreiros que continuem o Seu ministério. Como ignorar o bater do coração de Jesus por aqueles que ainda não lhe tocaram nas vestes e viver uma vida virada para nos servirmos a nós próprios?
Mudar de país e sermos confrontados com os nossos limites e pequenez em todas as áreas da nossa vida, leva-nos a repensar e reflectir seriamente sobre quem somos e quem queremos vir a ser. Mudar de país ajuda-nos a avaliar o que temos sido e buscar de Deus para saber para onde nos dirigimos. Nem todos precisamos de mudar de país para chegar a estas conclusões, mas eu precisei. E tem sido uma dura, amorosa e recheada caminhada aos pés da Cruz. O desconforto trata-nos da saúde.
voltei às queridas das rotinas e quero desde já prevenir-vos para eventuais erros ortográficos porque depois de um dia tão longo e bilingue, tudo é possível. neste país acorda-se cedo. os autocarros são rápidos e eficientes. os motoristas são simpáticos e as viagens são longas o suficiente para ler. as aulas são uma delícia mas difíceis. estudar, ler, pensar e escrever numa língua que não é a nossa tem muito que se lhe diga. nunca me senti tão ignorante e incapaz como agora. devia voltar à primária. o nosso bom Deus sabia destas coisas e preparou antecipadamente um grupo de amigos muito internacionais o que me permite falar português, inglês e espanhol num só dia e a toda a hora. e depois vem o trabalho que são mais cinco horas bem activas e de inglês. e hoje quando vinha já de noite escura para casa, sentada no autocarro e a curtir os meus sons, agradecia profundamente a Deus pela oportunidade que tenho de estar a viver numa cidade tão multicultural como esta. esta noite senti-me em new york e naqueles filmes em que as mulheres imigrantes trabalham muito a dias e chegam a casa mesmo tarde. foi giro (texto sem qualquer lógica depois de um dia com 17 horas. até amanhã. desculpem).
acredito sem dúvida nenhuma de que Deus nos capacita segundo as necessidades que o Corpo tem ao longo dos tempos. acredito também que Deus nos capacita quando nós próprios nos sentimos incapazes de cumprir uma tarefa para a qual sentimos um entusiasmo celestial. é assim que me tenho sentido. com limitações mas com resultados à minha frente, sabendo que a criatividade vem do Alto e não de mim. hoje recebi a resposta de um emprego que me dará todo o prazer do mundo: fotografar um festival de cinema em Toronto que acontecerá em outubro. é assim que me proponho a ir: despida de convicções de que sei o que estou a fazer. porque de facto não faço a minha ideia de como o fazer. que venham raios criativos do céu a meu favor, porque sozinha não vou lá. como é bom mudar de casa e criar novos espaços em que nos sentimos bem.
hoje dei finalmente cor às paredes depois de dois meses a querer ver fotografias penduradas. Ainda não está tudo feito mas pelo menos já há mais cor, a minha Lisboa, o meu Porto e caras bonitas, portuguesas e amigas. E se eu vos dissesse o preço do bonito quadro da Marilyn acho que até tinham um ataque. Estas lojas norte-americanas acabam comigo!
sempre amei aeroportos. o movimento, as pessoas, os abraços e especialmente os reencontros. os aeroportos são portas abertas à emoção, ou porque partimos e vivemos o pulso acelerado da ansiedade ou porque chegamos, abraçamos e choramos como se não houvesse amanhã. uma das tradições familiares em tempo de férias, durante os verões que estivemos na Madeira, era ir beber café ao aeroporto à noite, porque era muito perto da nossa casa. e ficávamos ali que tempos a ver os abraços dos emigrantes que regressavam à ilha. tantas lágrimas, tantos abraços. hoje li no blog da minha querida sónia uma crónica muito bem conseguida no Público. todo o texto é coração. só coração. não podia descrever melhor a emoção que é de facto saber como será o regresso a casa e os pormenores que vou encontrar. sei muito bem que no dia que chegar ao meu querido Porto, a Nina vai ladrar quando tocar à campainha e abrir a porta e a primeira coisa que vou fazer é sentar-me no sofá. como se não tivessem passado todos estes meses e como se o regresso a casa fosse uma rotina diária. ai como este blog está lamechas dos pés à cabeça.
é como eu digo: este país faz qualquer coisa às mulheres (ou então as lojas com coisas bonitas é que nos fazem perder a cabeça). Isto tudo para dizer que pus a mão na massa e comecei a tratar de fazer o quadro de Londres com todos os bilhetes, moedas, mapas e folhetos que usei das duas vezes que lá fui. E já estou tão entusiasmada com o resultado final!
o que custa mais quando mudamos de país e estamos longe da nossa casa são as saudades dos amigos. não são os lugares, as comidas ou a língua (apesar de isso ser um facto determinante para que as saudades aumentem). mas a ausência física dos amigos é algo que temos de aprender a gerir. é toda uma nova aprendizagem: como estar presente quando não estamos, como demonstrar amor sem que seja pelo abraço e a presença em momentos especiais, como manter o contacto sem nos vermos, como saber quando precisamos de dizer palavras doces e chorar com os nossos amigos. é um jogo de cintura muito grande. mas se há coisa que tenho aprendido é que não é impossível. tal como os amigos precisam de nós, nós também precisamos deles, independentemente da distância. certamente vamos falhar dias especiais, abraços ficarão por dá, ombro para chorar faltará, mas a oração de um justo à distância pode muito em seus efeitos e acredito mesmo que isso abraça mesmo na ausência. não são os muitos mares que podem quebrar o poder de um amor fiel e constante. a todos os meus queridos amigos que estão do outro lado deste oceano, todo o amor do mundo e orações. agora dêem-me licença que vou só ali participar virtualmente de uma festa com picanha e piscina na margem sul.
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